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São José do Rio Pardo – Galos ‘gigantes’ chegam a 1,17 de altura

Plantel tem 200 aves e “Índio Gigante Rio Pardo” já é reconhecido em todo o Brasil

Galo 9 face

Um plantel de 200 aves, sendo 60 matrizes e 12 reprodutores de 1,10 m de altura; os destaques machos chegam a 1,17 m e, as fêmeas, a 98 cm. Em São José do Rio Pardo, um terreiro localizado na Avenida Deputado Eduardo Nasser é especializado na criação de galos da raça ‘índio gigante’. “É o cruzamento do caipira com o índio combatente”, explica o produtor Roberto Viana Machado.

Ele lembra que tudo começou a partir da amizade com o produtor Mauro Salviato, de Porto Ferreira. “Toda vida eu morei na roça, criei galinha e porco. Mas um dia passou uma reportagem na televisão sobre o trabalho dele, eu gostei muito e comecei a comprar. No primeiro ano fui dando pancada e depois surgiram os amigos que foram me ensinando melhor”, conta.

Foi assim que, no fim de 2012, Roberto começou a pesquisar melhor a raça. “Comprei um frango e duas galinhas para começar, e foi virando aquela paixão. Fui acertando cruzamentos e hoje tenho esse plantel.”

A raça

O cruzamento da raça ‘índio gigante’, de acordo com o produtor rio-pardense, foi feito há cerca de 30 anos por um mineiro chamado Manoel Barbosa. “Hoje não é mais como antigamente, que qualquer coisa era ‘índio gigante’. O padrão de tamanho, atualmente, é selecionado, com fêmeas a partir de 85 cm de altura e machos a partir de 1 metro. Só que o padrão lá do nosso sítio está bem mais elevado.”

Aprimoramento genético

Roberto diz que em sua produção é muito trabalhada a questão do padrão genético. “Faço o cruzamento das aves até atingir o padrão certo. Por isso o investimento é alto. No terreiro do sítio já depositei várias férias e vários décimo terceiros salários” (risos). Além da dedicação ao plantel, Roberto trabalha em uma empresa especializada em produtos e equipamentos agrícolas.

Muita dedicação

“Acho que trato melhor deles do que de meu filho”, brinca. Mas a verdade é que a produção do ‘índio gigante’ parece mesmo ser uma das maiores paixões da vida de Roberto. “Chego à noite do serviço e a primeira coisa que faço é ir para o galinheiro. Passo em cada uma das 12 baias para verificar se está tudo bem, se tem algum bicho doente. Levanto cedo no outro dia, trato deles baia por baia e mais os piquetes de recria. É gostoso levantar de manhã e olhar aqueles frangos diferentes dos outros terreiros, você tratar a criação com gosto. Domingo à tarde eu abro uma lata de cerveja e fico só olhando…”

Índio Gigante Rio Pardo

Com tantos cuidados e investimentos, Roberto diz que a marca “Índio Gigante Rio Pardo” atualmente é bastante reconhecida no Brasil. “Nossa marca está em locais como Sul, Rondônia, Goiás, Minas, Mato Grosso. Não é fácil você colocar uma dúzia de ovos no sedex e mandar para o Acre. Eles chegam lá, nascem e se desenvolvem. E isso dá uma credibilidade grande pra nós, ou seja, a gente nem oferece e já tem procura, graças a Deus.”

O valor de mercado, segundo ele, é bem alto. “Trato normal com ração de postura, ração de crescimento, milho. É preciso muito cuidado porque é um bicho muito valioso, o mercado é muito bom. Para se ter noção, a venda de ovos tem compromisso até meados de julho, com agendamentos para enviar para estados diferentes.”

Fone para contato: (19) 99246-8754

Entrevista: Silvio José

Redação: Giselle Torres Biaco

 

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