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Natal será “das lembrancinhas” este ano

Consumidores e comerciantes estão sentindo os reflexos da falta de dinheiro no bolso

 José Benedito Rodrigues Correa, feirante; Edvaldo Ferian, comerciante; André Luís Campos, representante comercial; Flávia Pizani Junqueira Bertocco, advogada e diretora do Departamento de Habitação; Ana Cecília de Paula Rosa, doméstica; Luís Carlos Aranda, aposentado; José Fernando Barbosa, comerciante; Marisa Catalano Trentim, comerciante
José Benedito Rodrigues Correa, feirante; Edvaldo Ferian, comerciante; André Luís Campos, representante comercial; Flávia Pizani Junqueira Bertocco, advogada e diretora do Departamento de Habitação; Ana Cecília de Paula Rosa, doméstica; Luís Carlos Aranda, aposentado; José Fernando Barbosa, comerciante; Marisa Catalano Trentim, comerciante

Não dá para dizer que a crise econômica do País pegou o brasileiro de surpresa neste Natal, pois as previsões mais otimistas já indicavam, há alguns meses, que o período seria de “vacas magras”. Aliás, mais magras ainda do que nos meses anteriores. Consumidores e comerciantes estão sentindo os reflexos da falta de dinheiro no bolso e o Natal 2015, na opinião da maioria absoluta dos rio-pardenses, vai ficar para a história como o “Natal das Lembrancinhas”.

“Ainda não comprei os presentes de Natal, mas o valor vai ser bem mais baixo do que no ano passado devido à crise econômica. Ela vai influenciar com certeza na minha escolha, porque está todo mundo passando por essa crise violenta. Tá feia a coisa.” José Benedito Rodrigues Correa, feirante

“Na minha opinião, a crise não vai interferir nos presentes de Natal. Foi um ano difícil, mas em todo final de ano você tem que fazer um caixinha extra para dar um presente para a família.” Edvaldo Ferian, comerciante

 

“Com a situação que vive o nosso país hoje, pela crise que estamos passando, não só está afetando o mês de dezembro como já estava afetando há alguns meses. O pessoal está enxugando os gastos de tudo quanto é forma e quem vai pagar o preço infelizmente somos nós: os comerciantes, os consumidores. Porque todo mundo que se encontra nessa situação hoje no Brasil vai enxugar os gastos com certeza. Quem estava programando para gastar R$ 300, por exemplo, vai gastar R$ 80, e assim por diante. Será o Natal da lembrancinha. Inclusive passei nesta quinta-feira pelo centro da cidade à noite, eu até assustei, porque nos anos anteriores, você passava no centro nessa época e não era possível transitar de carro, mas passei livremente e vi as lojas totalmente vazias.” André Luís Campos, representante comercial

 

“O atual momento do país vai interferir muito na quantidade e na qualidade dos presentes de Natal. A quantidade e os valores foram reduzidos mais ainda, estamos dando prioridade para as crianças e para um ou outro que é bem mais chegado. Não tem condições de dar presente pra todo mundo.” Flávia Pizani Junqueira Bertocco, advogada e diretora do Departamento de Habitação

“Está difícil hoje a vida. Vai ser difícil, o jeito é um presentinho para cada um. Vai ser o Natal da lembrancinha.” Ana Cecília de Paula Rosa, doméstica

 

“Esse ano eu comprei coisas inferiores para os meus filhos de presente de Natal, mais baratos um pouco. A situação financeira que a gente está passando nesse país, tem que maneirar para não ficar devendo para os outros. Só para meus filhos neste. Acho que 2016 vai ser ainda pior pelo que os políticos estão fazendo, isso é certeza. Já está ruim e vai piorar ainda mais.” Luís Carlos Aranda, aposentado

 

“O brasileiro vai dar o seu presente, mas vai diminuir o valor. Acho que o comércio inteiro está sentido. Que ele vai dar presente, vai, mas a atual crise do País está prejudicando. Mas acho que isso é passageiro, o brasileiro é guerreiro e vai superar tudo isso. O 13º salário será usado este ano de maneira diferente pelo brasileiro, como para pagar dívidas, vai reservar para pagamentos de contas em janeiro, que são muitas.” José Fernando Barbosa, comerciante

 

“Com essa crise, a gente tem que pensar em parar de gastar, porque depois vai fazer falta. A gente tem que guardar dinheiro para enfrentar a crise. Vou guardar o 13º na poupança e se precisar para pagar IPVA e IPTU, já tenho uma reserva.” Marisa Catalano Trentim, comerciante

Fonte: Gazeta do Rio Pardo

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