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Ferreomodelista expõe maquete da antiga estação ferroviária

Edivaldo Bartolomeu representou São José do Rio Pardo em encontro de Poços de Caldas

Estação ferroviária de São José do Rio Pardo (Foto: arquivo pessoal)
Estação ferroviária de São José do Rio Pardo (Foto: arquivo pessoal)

 

O ferreomodelista Edivaldo Bartolomeu, que já foi notícia na Gazeta do Rio Pardo, representou o município nos dias 9 e 10 de julho, no 2º Encontro de Ferreomodelismo de Poços de Caldas.

Para o evento, que foi promovido pela Associação Poços-caldense de Ferreomodelismo na Estação Mogyana (Fepasa), Edivaldo levou uma maquete da antiga estação ferroviária de São José do Rio Pardo, que ele mesmo construiu. “Sempre estou mexendo nela. Para começar e terminá-la do jeito que eu queria, demorei dois anos e meio. Sempre mudando algo, trocando ou colocando alguma coisa.”

Ele explica que para fazer as casas utiliza cartão Paraná e outros materiais mais simples. “Tela de arame, pó de madeira para fazer a grama, fio de cobre e esponja para fazer as árvores, gesso para as montanhas, papel, isopor para colocar embaixo para dar formato.”

O ferreomodelismo é o ramo do modelismo que procura reproduzir em escala reduzida todos os aspectos do mundo ferroviário real – o que significa não apenas mera reprodução estática de equipamentos como locomotivas ou vagões, mas todo o ambiente que cerca uma ferrovia de verdade, ou seja, é o hobby que se destina a reproduzir tudo mais que pode ser visto ao longo de uma linha férrea, como: pontes, estruturas, riachos, montanhas, sinais, etc. Incluindo também a reprodução da movimentação ferroviária, como a formação de composições, manobras, engates e desengates e muitas outras operações ferroviárias. Procurando obter em tudo isso o maior realismo possível. O ferreomodelista pode escolher a companhia ou época que mais lhe agrada para reproduzir em sua maquete.

Reproduzir estes elementos é um hobby atrativo que agrada muitos adultos apaixonados pela ferrovia. A única empresa que produz comercialmente na América do Sul são as indústrias Reunidas Frateschi, localizada na cidade de Ribeirão Preto.

 

Hobby

Edivaldo diz que conheceu as maquetes quando tinha apenas oito anos de idade. “Onde eu morava, um homem possuía maquete montada, com equipamentos importados, e todo final de ano ele apresentava em uma exposição e íamos ver o trabalho dele. Surgiu a idade, mas eu não tinha condição na época, pois era tudo importado. O tempo foi passando e me esqueci disso. Viajei muito de trem, gostava de trem e com o passar do tempo me veio de novo à mente. Há quatro anos surgiu uma possibilidade, comentei com a minha esposa e ela disse para construirmos, pois também gostava. Gastei dois anos e meio para realizar e não tinha prática, fui procurando os materiais ideais, consegui e fui montando. Montei fora de escala, depois fui diminuindo, porque tem que seguir a escala da locomotiva. Assim, cheguei à escala necessária, comecei a construir e terminei.”

Paixão por trens

A paixão por trens começou, segundo ele, muito cedo. “Não existia muito ônibus e as viagens que fazíamos era tudo através do trem. Onde vejo esse transporte gosto de parar para olhar. Então, comecei a montar o trenzinho de brinquedo que as crianças também gostam de brincar.”

Edilvado possui três locomotivas, duas a diesel e uma de modelo elétrico, contendo três vagões de passageiros e seis vagões de carga. “A maquete funciona com a eletricidade que passa pelo trilho, manda pela roda do trem, toca o motor dele e tem um controle que é usado na ponta, que controla a velocidade. Todas as luzes dos postes acendem, as que montei com papelão têm umas lâmpadas de LED de auto brilho embaixo, inclusive acenderá dentro da estação e na plataforma.”

Fonte: Gazeta do Rio Pardo

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