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Comércio local sente os efeitos da crise

Presidente da ACI confirma que houve fechamento de lojas, mas diz que “não foram muitas”

Algumas lojas não resistiram à crise e fecharam suas portas (Foto: Gazeta do Rio Pardo)
Algumas lojas não resistiram à crise e fecharam suas portas (Foto: Gazeta do Rio Pardo)

Os prejuízos da economia em crise também chegaram ao comércio rio-pardense, principalmente aos estabelecimentos que não trabalham com artigos de primeira necessidade. Lojas de calçados, roupas e perfumes, por exemplo, sentem na falta de clientes e na consequente redução das vendas os efeitos da economia.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São José do Rio Pardo, Artur

Alciati, disse que, apesar de a cidade ter um comércio forte, todos estão sentindo a recessão. “As vendas caíram para todos. E a projeção é que para este ano seja da mesma forma que no ano passado, em torno de 7% ou 8%.”

Artur diz que o problema reflete na contratação de novos funcionários, mesmo com o início das vendas do Dia das Mães. “Em época que antecede o Dia das Mães, em que sempre há contratação, não está havendo. E se é feita alguma despensa de funcionário, não estão colocando outro no lugar. Está todo mundo desse jeito, esperando acabar a fase política para colocar os pés no chão”, diz.

Apesar disso, ele afirma que as demissões são poucas. “Quem tem funcionário qualificado não vai mandar embora para depois tentar colocar outro no lugar. Então as demissões são poucas.”

O presidente da ACI confirma que houve fechamento de lojas, mas que “não foram muitas”. “As mais tradicionais estão se mantendo de pé, mas com a despesa bem enxuta. Qualquer empresário que fecha a gente sente, porque queremos ver o sucesso do comércio de São José. Em compensação, está chegando a loja da Hope que vai montar nos arredores da Praça do Mercado, e tem outras abrindo. Mas a proporção de quem fechou para quem vai abrir ainda é maior.”

 

Inadimplência

Quanto aos números da inadimplência local, Artur diz que houve um aumento de 10% em relação ao ano passado. “Geralmente está havendo negativação de pessoas com faixa salarial de R$ 800 a R$ 1.700. E ninguém está procurando a ACI para acertar a situação, é muito raro isso. Se houvesse procura haveria negociação ou até mesmo isenção de juros, pois o empresário quer ver o comprador com o nome limpo.”

 

Alternativas

Para o presidente da ACI, os comerciantes precisam criar formas de atrair o cliente. “Cada loja tem que procurar deixar seus produtos na porta e com preços acessíveis, parcelamento sem juros. Enfim, cada um tem que fazer a sua parte para atrair o cliente.”

Fonte: Gazeta do Rio Pardo

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