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Ameaça da H1N1 aumenta procura por vacina

Em todo o país, a procura pela vacina contra a gripe tem aumentado em razão da ameaça dos vírus causadores da doença, especialmente a H1N1. Em São José do Rio Pardo, o aumento de casos no país como um todo e a divulgação feita pela Gazeta de que um paciente de outra cidade seguia internado no hospital local, para tratamento, provocaram uma ‘corrida’ aos postos de saúde, de pessoas em busca da vacina contra a gripe.

Hamilton Torres, médico da Vigilância Epidemiológica
Hamilton Torres, médico da Vigilância Epidemiológica (Gazeta do Rio Pardo)

 

De acordo com o médico da Vigilância Epidemiológica, Hamilton Torres, embora não haja confirmação de casos de H1N1 contraídos no próprio município, essa possibilidade não está descartada. “A H1N1 vai chegar a São José como qualquer outra doença, pois temos casos na região. Hoje em dia as pessoas se deslocam muito e esse movimento é que acaba trazendo as doenças”, diz.

Segundo ele, a doença é motivo de preocupação porque o número de óbitos tem sido alto. “Normalmente tem que avaliar todo o contexto, por exemplo, pessoas que têm outra doença associada, a situação em que ela se encontra fisicamente. Enfim, são vários os fatores que têm que ser analisados em relação à agressividade da H1N1. Vai depender do estado imunitário de cada pessoa”, explica, confirmando que as unidades de saúde locais dispõem do comprimido para o tratamento. “Quanto mais cedo ele for tomado, melhor.”

 

Cuidados

O médico cita cuidados fundamentais que precisam fazer parte da rotina de todas as pessoas. “Higienizar frequente das mãos, usar álcool gel, manter a casa bem arejada e evitar o contato com quem tenha a doença, além de evitar ficar em local de aglomeração de pessoas.”

Ele explica que, assim como qualquer virose respiratória, o contágio é alto. “Em uma sala, se alguém tossir, todos estarão suscetíveis à contaminação. Alguns vão desenvolvera doença, outros não.”

 

Sintomas

Hamilton Torres alerta para os sintomas da H1N1. “Tendo febre normalmente alta, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal estar, dor de cabeça, coriza, procure um serviço de saúde para que possa ser cuidado. E não se esqueça: hidrate-se bem, tome bastante líquido.”

 

Dia D

Denise Rondinelli Cossi Salvador, enfermeira da Vigilância Epidemiológica, o Dia D de vacinação contra a gripe será em 30 de abril, oportunidade em que as unidades de saúde ficarão abertas. “Os grupos prioritários são idosos (pessoas com 60 anos ou mais), trabalhadores da saúde, gestantes em qualquer tempo da gravidez, mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias (puérperas), crianças a partir dos 6 meses a menor de 5 anos), e grupos com algumas doenças que são determinadas pelo Ministério da Saúde (quem faz tratamento para câncer, problemas de asma, fígado, renais, uma série de patologias).”

A vacinação, segundo Denise, vai até o dia 27 de maio. “Depois dessa data, se houver vacinas excedentes e tendo-se atingido a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, como todos os anos a gente abre esse saldo residual para o restante da população.”

Ela explica, ainda, que a vacina deste ano é trivalente, pois tem a cepa do vírus H1N1, cepa do vírus influenza H3N2 e a do vírus influenza B. A meta a ser atingida é de 80% do público-alvo, cerca de 10 mil pessoas.

Fonte: Gazeta do Rio Pardo

 

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